segunda-feira, 22 de maio de 2017

Aquele menino...

Ah, aquele menino todo de branco em cima do cavalo a enfeitar os campos de pólo...
Ao longe o procurava e quanta alegria quando o encontrava...
Não me lembro de muitos sorrisos e de olhar algum, mas, no meu coração de menina, os meus sonhos a ele pertenciam.
Como pode não haver proximidade, mas sentir a intimidade?
Isso agora não importa, a porta foi aberta e foi feito o convite para estar na minha vida nem que ainda seja à distância...
Parece que a cena se repete, como há 25 anos atrás... eu apenas uma menina ao olha-lo novamente, já um homem.
Percebo que o tempo não só nos distanciou como também nos maltratou e Deus, do coração dele, arrancou.
Mas como perder a esperança, se olhando para ele ainda me sinto uma criança, esperando o próximo jogo de pólo chegar?
Um dia, ah um dia, o nosso dia vai chegar! E o que mais importa se já parei de procurar aquele de cujas costelas Deus quis me tirar?
Um sonho de menina, casar. Uma família formar - quantos anos a esperar...
E Deus que sempre soube dessa estória, me pedia paciência, coisa difícil de se ter  ainda mais quando os anos estão a correr e nem no horizonte, bem longe, conseguimos ver.
Faz pouco Ele quis me revelar, mas, assim como uma criança às vésperas do Natal, sem o presente poder pegar ainda tenho que esperar. Esperar o que? O olhar dele com o de Deus se encontrar.

                                                                                             Minha autoria: 14/10/2016

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