quinta-feira, 12 de maio de 2016

Um ano após ausência de inspiração...

A vida é curiosa! Assim como uma hora acreditamos estar cheios de idéias, na outra todas se vão embrulhadas na fase de decisões que vão nos envolvendo... Foi o que vivi no ano que passou. Quando pensava em sentar para escrever, me faltavam as palavras. Foi um ano de desacomodação e muitas mudanças, inclusive de cidade. Voltei para o Rio de Janeiro e acredito que, apesar de todos os contras, os prós venceram. Mas isto tem um custo. Sair de uma vida de 8 anos num lugar e voltar para outro do qual estava ausente há 10... Mas como diz um ditado de que gosto muito: vida é movimento.

E é exatamente o que estamos vivendo no presente momento do nosso país. Movimento. Desacomodação. Mudança. Fazem parte do processo, mas custam.  Hoje tem custado divisões, instabilidades, questionamentos, xingamentos. Mas o preço é este e a vida segue em frente. Há momentos em que não vislumbramos o futuro e sequer conseguimos imaginar, mas ele estará lá, de uma forma ou de outra. A nós basta acreditar que será sempre o melhor que possa ser.

O ser humano é crente, querendo ou não. Crer o faz esperar e esta esperança é a luz da vida humana. Quem acredita que não espera nada, pois não há condições favoráveis, mesmo assim espera, ainda que desprovido de otimismo. Somos feitos para acreditar nas coisas, ainda que sejam as que vemos com os próprios olhos. Buscamos isso internamente o tempo todo, como se fosse surgindo o próximo pedaço de chão a sustentar o próximo passo.

Muitas vezes nos enganamos e damos o passo na direção errada, baseado em percepções erradas da realidade, mas o caminho se faz caminhando... É sempre tempo de voltar atrás, é sempre tempo de fazer diferente, é sempre tempo de acreditar, ainda que o cenário não seja mais o mesmo. As experiências serão aplicadas em outros cenários. Outros cenários, mesmos atores! Ou não tão mesmos assim, talvez um pouco mudados pelas tais experiências, mas somos nós, os mesmos que se olham no espelho há anos e anos! Temos um essência, um traço que é só nosso e que sempre pode ser usado a nosso favor se soubermos observar o que se passou lá atrás.

Então, sigamos caminhando em frente, para o alto e avante! Sem medo de caminhar e sem medo de ter que voltar para corrigir o caminho. Sigamos com a esperança que a alma nos pede, sentimento reconfortante e de paz. Sigamos crentes e, se for para escolher, que acreditemos no que é bom. Sigamos confiantes, pois, após uma análise sobre o que nos levou a fazer tudo que fizemos, percebemos que o que nos motivou foi o imenso amor que temos para conosco mesmo. Erramos tentando nos defender, acreditamos querendo acertar, tropeçamos na pressa de chegar ao destino que sonhamos para nós, levantamos para seguir adiante, voltamos para corrigir a rota. Tudo certo. Tudo muito humano.

Mas vale lembrar, somos parte de um todo. Não somos o todo. Há a parte dos outros. Há o que não nos cabe. Há o que devemos devolver e o que não devemos tomar. E quem sabe essa não seja nossa maior esperança hoje: que todos compreendam que há o que não lhes pertence, o que não devem querer ou esperar, o que não faz parte dos seus movimentos ou preços. Cada um é responsável pelo que trás a si e todos são responsáveis pelo que não cabe a si. Parece complicado, mas se olharmos com cuidado e praticarmos com afinco, o resultado sempre será produtivo!

Voltei!