quarta-feira, 9 de abril de 2014

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS...

Não sou psicóloga, apesar de advogado muitas vezes fazer o papel de. Mas gosto de observar, especialmente em fotos, o que está nas entrelinhas, nas expressões faciais, nas posturas, mas, principalmente, no olhar das pessoas. Me vem logo à cabeça: “Os olhos são o espelho da alma”. Gosto mesmo de fotos, pois elas tem a capacidade de eternizar o que sequer se materializa – sentimento. Sentimentos podem ser confirmados por atitudes que são concretas, mas ele, por si só, é abstrato.

Vivemos na era das fotos como nunca! Descobrimos um jeito de “por pra fora” o que somos (ou o que achamos que somos) sem estar fora de moda, sem sentir vergonha, e as “selfies” estão aí para provar.  Mas o que somos mesmo não sabemos ao certo. Talvez um comentário de uma boa alma nos ajude a ter certeza...

Para uma pessoa analítica como sou, impossível não observar o império do vazio, ainda aplaudido por muitos que compartilham do mesmo vazio. A liberdade de expressão é um direito de todos e graças a ela e à facilidade com que o ser humano quer se expor, tudo está cada vez mais transparente – valores, escala de prioridades, caráter, autoestima, opções íntimas... O que antes era preservado, hoje é “compartilhado”.

Mas, como eu ia dizendo, o olhar fala e às vezes até grita no lugar da boca! Curioso como queremos mostrar que estamos transbordando de felicidade quando na verdade é sensível pelo olhar que aquilo não é verdade. Queremos mostrar que estamos bem e com elevada autoestima, quando na verdade o olhar provocante clama por um elogio que nos ajude a confirmar isso tudo. Perdemos dias, meses, anos, cuidando da aparência, do exterior, quando nosso olhar entrega uma desassossego com o mundo interior...

O exterior que me perdoe, mas o interior é fundamental! Se todos tivéssemos a capacidade de sermos honestos falando com o espelho, em primeiro lugar, veríamos o quanto falta preencher dentro de nós para que, aí sim, possamos transbordar exteriormente. Ninguém dá o que não possui. Para demonstrar felicidade, sejamos autenticamente felizes e saibamos avaliar sua fonte para não tentarmos tirar leite de pedra. Para sermos belos, sejamos humildes em gestos e palavras. Para testemunharmos o quanto é bom estar com saúde física e mental, preservemos nossa imagem da vulgaridade e da superexposição. Para testemunhar nosso sucesso, busquemos fazer isso em ocasiões especiais, quando será importante para que outras pessoas o tomem por exemplo.

Senti um forte impulso para colocar esses pensamentos em palavras. Nós precisamos dar mais atenção ao nosso interior e apenas exteriorizar o que de lá transborda. Precisamos promover mais os outros do que a nós mesmos... Precisamos nos aprofundar, sair da superfície que tem a aparência de extroversão, mas que na verdade é a timidez de ação para consigo. Penso que só assim conseguiremos ser autênticos e verdadeiramente felizes, nas fotos ou fora delas!

 Bem, dizem por aí que:

Uma imagem vale mais que mil palavras...