terça-feira, 29 de novembro de 2011

A quantas anda José Rainha...

Lembram dele? De declarações inflamadas frente ao movimento dos sem-terra a acusado/preso cautelar - José Rainha foi só até onde a "política" permitiu - hoje, certamente, está substituído por outro...
Vale a pena ver este antes e depois!
ANTES: 
Algumas pérolas antigas de José Rainha que encontrei (de 2007, no Blog "Acerto de Contas"):
“Se não houver uma mudança no ministério na qual chame os movimentos sociais e as forças do campo para apontar um caminho, eu não tenho dúvida de que haverá grandes mobilizações” (ameaçando)
“Estou na senzala, atuando apenas na base do movimento” (articulando)
“Eu tenho medo de meus filhos serem arrastados na rua por um carro, no Rio de Janeiro ou aqui em Presidente Prudente. De resto, não tenho nenhum medo. O meu lugar não é na penitenciária, e sim no espaço de discussão” (ouvi esses dias a mesma coisa...)
“Espero que eles [o governador, José Serra, e o secretário da Justiça, Luiz Antonio Marrey] não tratem isso como uma questão policial, e sim como uma questão política e social. Porque, daqui a pouco, eles vão querer reprimir e criminalizar o movimento social e não vai adiantar. [Os problemas] só vão aumentar.” (acuado)
“Não tenho nada contra a DS, mas a verdade é que estamos sem ministro. Nos quatro anos, pouca coisa avançou. É preciso de ação política na reforma agrária. Precisa de competência. Coloque eu no ministério para ver se não resolvo isso rápido” (sonho meu...)
“É preciso fazer mudanças, com gente que tenha perfil para o cargo. Cabe ao presidente Lula agilizar esse processo. Lá nada funciona, está tudo paralisado. O ministério não pode continuar como está, é incompetência demais”  (mas eles não eram "companheiros"?)
DEPOIS:

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de liberdade feito por José Rainha Juniur e Claudemir da Silva Novais. Eles foram presos por serem suspeitos de integrar organização criminosa voltada para a prática de crimes contra o meio ambiente, de peculato, apropriação indébita e extorsão. 
Investigações da Polícia Federal apontam que José Rainha, que ficou famoso como líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), seria o chefe de organização criminosa que atuava na região do Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Há indícios de desvio de dinheiro público, com a participação de servidores do Incra. Também há suspeita de coação de testemunha mediante grave ameaça, supostamente praticada por Antônio Carlos dos Santos, a mando de José Rainha. 
Segundo o inquérito policial, para conseguir consumar o desvio de verbas públicas, a organização criava novos assentamentos de sem-terras e mantinha controle de outros já existentes, além de criar associações, cooperativas e institutos administrados por integrantes do grupo. 

Com essa estrutura montada, recursos do Incra eram enviados para o desenvolvimento de projetos sociais em favor da comunidade. Esse dinheiro era creditado nas contas bancárias das entidades administradas pela organização. Ainda segundo o inquérito, quando o grupo de José Rainha perdia o controle de determinado assentamento, essa comunidade deixava de receber recursos públicos. 
O grupo também é acusado de negociar madeira, como eucalipto e pinus, de árvores plantadas em área de preservação permanente, e de comercializar cestas básicas enviadas pelo governo federal às famílias de assentados
STJ: HC219610 - DECISÃO NOTICIADA EM 28/11/2011

Vamos acompanhando...