quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O valor de cada um

Muitas vezes nos perdemos em perguntas sobre o que podemos fazer diante daquilo que precisamos fazer. A resposta é simples - faça o que puder, mas faça. O (auto)valor ou (auto)desvalor são mitos que criamos em torno de nós mesmos. A estória que segue abaixo, de cujo autor desconheço, exemplifica, de forma simples, que cada um tem seu valor e a capacidade só pode ser provada com a ação.

"Não é comigo"

Esta é uma estória sobre quatro pessoas: "Todo Mundo", "Alguém", "Qualquer Um" e "Ninguém".

Havia um importante trabalho a ser feito e "Todo Mundo" tinha certeza de que "Alguém" o faria. "Qualquer Um" poderia tê-lo feito, mas "Ninguém" o fez. "Alguém" zangou-se, porque era trabalho de "Todo Mundo". "Todo mundo" pensou que "Qualquer Um" poderia fazê-lo, mas "Ninguém" imaginou que "Todo Mundo" deixasse de fazê-lo. Ao final, "Todo Mundo" culpou "Alguém" quando "Ninguém" fez o que "Qualquer Um" poderia ter feito.

Assim também se dá quando vivemos a criticar aqueles que não fazem nada ou quase nada para que o que não nos agrada se modifique. Muito mais interessante do que criticar os valores dos outros, principalmente quando não estão abertos a críticas, é melhorar os nossos próprios com atitudes firmes, dando testemunho de que se "Cada Um" fizer o que lhe cabe e se neste caber não houver limites, pouco sobra para "Todo Mundo" fazer - o "Mundo" somos nós. Tentar é a única chance de alcançar.

Valores em equilíbrio, como atingir este ponto?


Em todas as notícias que nos chegam, os valores estão presentes e nos fazem refletir, desde uma decisão política à contratação de um jogador de futebol. Em nossos projetos de vida, nos levam adiante ou nos fazem retroceder. Empregamos valores a tudo que fazemos, estudamos ou pensamos e o instrumento capaz de harmonizar tais valores é o equilíbrio entre eles. É da ponderação de valores que buscamos a resposta para os questionamentos que surgirão. Valores em equilíbrio nos levam a uma vida mais em paz e ao aperfeiçoamento da humanidade. Temos ouvido falar em soluções que partem de pouca ou nenhuma ponderação. Muitos conceitos estão se confundindo e perdendo a própria essência por falta de equilíbrio. O ponto inicial, sugiro eu, é sempre questionar o que nos incomoda. Dos questionamentos surgem os movimentos, dos movimentos surgem os desequilíbrios e dos desequilíbrios a necessidade de novamente equilibrar-se. Valores em equilíbrio são a mola-mestra a nos impulsionar em direção a uma concreta evolução.